Comer agora é diferente. Alguns senhores resolveram acabar com aquela coisa estupida de que comer é para matar a fome. E a verdade é que de certa forma eu concordo com eles. Eu gosto de comer. Muito. Mas o meu gosto de comer é diferente do destes senhores. Eu gosto de comer alarvemente umas gambas à guilho, umas costoletas de borrego panadas, uma refinada massa com atum, etc. Estes senhores não vão pelo caminho alarve. Vão pelo caminho mais emocional, de experiência, de aventura (se é que comer pode ser uma aventura). Deconstroem a cozinha tradicional e transformam-na muitas vezes sem sequer alterarem grande coisa a nivel de condimentos. Por exemplo, se visse num qualquer menu de um qualquer restaurante algo tão simples como: meloa. O mais provável é nem sequer pensar em comê-la. Meloa posso comer em casa escolhida por mim. Mas se no menu estiver escrito: sopa de meloa. Dá que pensar. Começamos a imaginar como será. Quente? Salgada? Boa? Acabamos a comer uma deliciosa meloa como se fosse uma sopa. Fria. Docinha. É incrível como o simples facto de mudar o nome de um alimento que costumamos comer no fim para um que comemos no ínicio torna-o mais especial, mais saboroso, mais emocional. Mais caro. Mas o que é verdade é que funciona.
É claro que existem os verdadeiros génios que criam pratos realmente diferentes, saborosos e que nos proporcionam verdadeiras aventuras gastronómicas. Mas andam aí verdadeiros génios da literatura de cozinha.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Agosto
Em Portugal se existe um mês das férias, esse mês é Agosto. Mais precisamente a primeira quinzena. Todo o Portugal vai de férias na primeira quinzena. É o stress das férias. Stress para arranjar casa, para ir até lá (o lá é na grande maioria o Algarve), para arranjar um lugar na praia, para sair à noite. Stress para tudo. E o pior é que as pessoas sabem isso e continuam a tirar férias em Agosto. Mesmo aqueles que dizem que preferem trabalhar nesta altura, mais cedo ou mais tarde são sugados pelo sindrome do mês de Agosto. Eu sofro um bocadinho deste problema nacional, mas estou a curar-me. Nos últimos anos tenho ido no fim de Agosto e no principio de Setembro. Só para ter um bocadinho daquele stress de Agosto. Só aquele "não há dinheiro no multibanco ao fim de semana". Acho que por mais que queiramos ter alguma tranquilidade nas férias, todos temos necessidade de ver pessoas, de stressar com pessoas. Nem que seja stressar com o stress dos outros. Estou ansioso para ir stressar.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Ilusões
Imaginem que estão numa festa. Num aniversário de um amigo, numa despedidade de solteiro, num regresso de um amigo que esteve fora. A festa está correr lindamente até ao momento em que se ouve a campainha. É a polícia. Três mais precisamente. Fardados, de algemas, cacetete e tudo o que têm direito. O que é que acontece? Todos pensam imediatamente que a festa vai acabar.
Agora imaginem que esses três agentes da autoridade com as algemas, o cacetete e tudo o resto, são mulheres. O que é que acontece? Todos pensam imediatamente que a festa vai começar. Ilusões.
Agora imaginem que esses três agentes da autoridade com as algemas, o cacetete e tudo o resto, são mulheres. O que é que acontece? Todos pensam imediatamente que a festa vai começar. Ilusões.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
O que deixamos para o fim.
O lado do bollycao que não tem chocolate na ponta.
O meio do pão de ló.
O chouriço no arroz de pato.
O fim do corneto de chocolate (esta é um bocado forçada eu sei).
Aquela peça de roupa para a última noite das férias.
Qualquer coisa que envolva ir comprar bilhetes de um espectáculo que queremos muito ver.
As prendas de Natal.
O IRS.
Estudar para os exames.
Pensar a coisa certa a dizer depois de dizer a errada.
Dar os parabéns a quem queremos dar mas não queremos assim tanto.
E por ai vai...
O meio do pão de ló.
O chouriço no arroz de pato.
O fim do corneto de chocolate (esta é um bocado forçada eu sei).
Aquela peça de roupa para a última noite das férias.
Qualquer coisa que envolva ir comprar bilhetes de um espectáculo que queremos muito ver.
As prendas de Natal.
O IRS.
Estudar para os exames.
Pensar a coisa certa a dizer depois de dizer a errada.
Dar os parabéns a quem queremos dar mas não queremos assim tanto.
E por ai vai...
Sexta-feira
É provavelmente o melhor dia da semana para todos. A não ser que trabalhem ao fim de semana. Na verdade a sexta não existe na cabeça das pessoas. Quando pensamos em sexta feira pensamos automáticamente em Sábado. Passamos a semana a pensar num dia e quando esse dia chega, não pensamos nele. Pensamos no dia seguinte.
Sexta feira é dia de conversa sobre o euro milhões. Entre amigos, família, colegas de trabalho. É sempre igual. "deixava de trabalhar, mandava o meu chefe para o /(#%#"#, ia viajar pelo mundo todo e levava todos os meus amigos, comprava logo uma casa e 29 carros, etc" enfim, sempre a mesma converseta. Para depois nos lembrarmos que não jogámos. E depois combinamos fazer apostas em grupo na semana a seguir. Há quem jogue todas as semanas, há quem jogue de vez em quando, há quem "para a semana vou começar a jogar".
Se trabalhassem mais mas é! Em vez de passarem o tempo a pensar no dia em que vão mandar o chefe para o %&"#%#%.
Nunca mais é Sábado...
Sexta feira é dia de conversa sobre o euro milhões. Entre amigos, família, colegas de trabalho. É sempre igual. "deixava de trabalhar, mandava o meu chefe para o /(#%#"#, ia viajar pelo mundo todo e levava todos os meus amigos, comprava logo uma casa e 29 carros, etc" enfim, sempre a mesma converseta. Para depois nos lembrarmos que não jogámos. E depois combinamos fazer apostas em grupo na semana a seguir. Há quem jogue todas as semanas, há quem jogue de vez em quando, há quem "para a semana vou começar a jogar".
Se trabalhassem mais mas é! Em vez de passarem o tempo a pensar no dia em que vão mandar o chefe para o %&"#%#%.
Nunca mais é Sábado...
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Criatividade à séria
Isto que vou escrever de seguida pode ser a coisa mais estúpida que escrevi até hoje.
Cá vai. Hoje apercebi-me que a pessoa, ou a coisa, mais criativa do planeta é completamente ignorada, desprezada, indesejada e até odiada. No entanto todos os dias nos brinda com algo diferente, não necessariamente novo, mas diferente. Sempre diferente. Como disse Karl Gustav Jung, para criar algo novo basta pegar em construções existentes, desconstruí-las e voltar a juntá-las de forma diferente. Ora do que é que eu estou a falar? O que é que todos os dias nos brinda com uma criação que nunca, mas mesmo nunca, é igual?
O Cócó.
Cá vai. Hoje apercebi-me que a pessoa, ou a coisa, mais criativa do planeta é completamente ignorada, desprezada, indesejada e até odiada. No entanto todos os dias nos brinda com algo diferente, não necessariamente novo, mas diferente. Sempre diferente. Como disse Karl Gustav Jung, para criar algo novo basta pegar em construções existentes, desconstruí-las e voltar a juntá-las de forma diferente. Ora do que é que eu estou a falar? O que é que todos os dias nos brinda com uma criação que nunca, mas mesmo nunca, é igual?
O Cócó.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
zapping musical
Antigamente com as cassetes não havia grandes hipóteses. Numa viagem de uma hora ouviamos um album todo de seguida e mais nada. É claro que havia os habilidosos que conseguiam saltar músicas com o botão do forward ou, se estivesse estragado com a bela da caneta. O pessoal sabia as letras todas e não sabia os nomes das músicas. Agora com ipods é dificil ouvir uma música até ao fim quanto mais decorá-la. Bem, mas pelo menos sabemos os nomes das músicas todas.
Se dantes numa festa éramos capazes de ouvir um cd até vomitar a banda que estávamos a ouvir, agora, é uma guerra de zapping musical que nunca acaba. O antigo encarregado de levar cd´s, o dj, agora são todos. Fazem fila para mudar de música e mostrar a sua discoteca de bolso.
Eu tenho música que não oiço normalmente. Mas se for a uma festa, faço questão de mostrar que tenho. Eu e todos os que estiverem na festa.
Há vantagens e desvantagens. Se por um lado agora temos mais cultura musical, por outro nunca chegamos a conhecer o fim da faixa três do último álbum dos "I have a rock band as well as the rest of the world."
Ouvir música tornou-se um nadinha menos emocional. Mas não deixamos de ter aquela tal música que nos faz recordar as férias de Verão. Ainda que sem sabermos como acaba.
Por outro lado ainda, tudo o que disse antes pode não passar de um divaganço sem qualquer sentido para ninguém. I have a blog as well as the rest of the world.
Se dantes numa festa éramos capazes de ouvir um cd até vomitar a banda que estávamos a ouvir, agora, é uma guerra de zapping musical que nunca acaba. O antigo encarregado de levar cd´s, o dj, agora são todos. Fazem fila para mudar de música e mostrar a sua discoteca de bolso.
Eu tenho música que não oiço normalmente. Mas se for a uma festa, faço questão de mostrar que tenho. Eu e todos os que estiverem na festa.
Há vantagens e desvantagens. Se por um lado agora temos mais cultura musical, por outro nunca chegamos a conhecer o fim da faixa três do último álbum dos "I have a rock band as well as the rest of the world."
Ouvir música tornou-se um nadinha menos emocional. Mas não deixamos de ter aquela tal música que nos faz recordar as férias de Verão. Ainda que sem sabermos como acaba.
Por outro lado ainda, tudo o que disse antes pode não passar de um divaganço sem qualquer sentido para ninguém. I have a blog as well as the rest of the world.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Irrita mas resulta.
Estava eu enfiado num provador de roupa de uma loja que estava com uns bons 45 graus de temperatura ambiente a experimentar uma peça de roupa cheia de estilo quando oiço uma conversa que já todos ouviram. Ou melhor que já todos protagonizaram ou se não, as vossas mães protagonizaram por vocês de certeza:
(nota que estamos em época de saldos)
mulher irritante- Então e não faz um descontozinho?
logista- Mas minha senhora, já está com o preço de saldos...
MI- Então e não faz um descontozinho?
L- A senhora quer um desconto de uma peça que está com 50% de desconto?
MI- Então e não faz um descontozinho? Venho cá tantas vezes (clássica)
L- Desculpe minha senhora mas não estou autorizado. São 30 euros por favor.
MI- Então e não faz um descontozinho. Não custa nada.
L- Pronto... fica em 29 e meio!
A mulher paga toda contente, pisca o olho ao rapaz como se ele tivesse feito algo que não faz a mais ninguém e vai-se embora.
Eu dirijo-me para o balcão a transpirar, tanto do calor como da conversa da mulher mais persistente do mundo. O logista diz:
L- São 30 euros .
Eu- então e não faz um descontozinho?
L- Mas já está com o preço de saldos...
Paguei e vim-me embora. O resto da conversa é só para profissionais.
(nota que estamos em época de saldos)
mulher irritante- Então e não faz um descontozinho?
logista- Mas minha senhora, já está com o preço de saldos...
MI- Então e não faz um descontozinho?
L- A senhora quer um desconto de uma peça que está com 50% de desconto?
MI- Então e não faz um descontozinho? Venho cá tantas vezes (clássica)
L- Desculpe minha senhora mas não estou autorizado. São 30 euros por favor.
MI- Então e não faz um descontozinho. Não custa nada.
L- Pronto... fica em 29 e meio!
A mulher paga toda contente, pisca o olho ao rapaz como se ele tivesse feito algo que não faz a mais ninguém e vai-se embora.
Eu dirijo-me para o balcão a transpirar, tanto do calor como da conversa da mulher mais persistente do mundo. O logista diz:
L- São 30 euros .
Eu- então e não faz um descontozinho?
L- Mas já está com o preço de saldos...
Paguei e vim-me embora. O resto da conversa é só para profissionais.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Sente-se
quem anda de transportes públicos de certeza que já se deparou com a situação do "velhinho que não tem lugar.". como é óbvio concordo que se deve lugar aos mais velhos , às grávidas, às mães com crianças pequenas, etc. mas existe uma situação em particular que me deixa um bocadinho confuso e que já me aconteceu várias vezes. que é quando uma pessoa de idade se coloca de pé mesmo ao meu lado e eu me levanto para dar o lugar. até aqui tudo bem. as outras pessoas pensam: "já não se vêem muitos assim". o que me confunde é quando essa pessoa diz que não se quer sentar "deixa-te estar, eu não preciso!". aqui começa a moral a ir por água abaixo. as outras pessoas pensam: "aquele jovem é mais fraquinho que um velho de 118 anos de idade." depois de recusar a primeira vez vem sempre a insistência. e a moral cada vez mais lá em baixo. levanto-me e agora vem o pior de tudo: o velhote empurra-me para baixo. como é óbvio, não resisto e sento-me. as pessoas pensam: "ahahahahahahaahahah".
esta é só uma das muitas situações que se passam nos transportes públicos.
eu acho que devia haver autocarros só para jovens. sem lugares sentados. porque nós não precisamos.
esta é só uma das muitas situações que se passam nos transportes públicos.
eu acho que devia haver autocarros só para jovens. sem lugares sentados. porque nós não precisamos.
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Filme
No outro dia vi um filme brasileiro. Cidade Baixa. A crítica era boa.
Que lição retirei do filme? Nem sempre a crítica é boa...
Que lição retirei do filme? Nem sempre a crítica é boa...
segunda-feira, 30 de junho de 2008
A guerra é necessária à paz
A Guerra é uma disputa entre dois ou mais grupos distintos de indivíduos mais ou menos organizados. Paz é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade e pode referir-se à ausência de violência ou guerra. Esta é provavelmente a maior prova de que os opostos se atraem. Mas neste caso a culpa é do Homem, corrijo, da ganância do Homem.
Se fôssemos como o resto das espécies que co-habitam connosco teríamos aquilo a que se chama paz, ainda que não fosse absoluta. Porque também os animais entram em disputa para assegurar a sobrevivência dos seus.
Desde o princípio que o homem sentiu necessidade de obter mais do que aquilo que precisa para sobreviver. O que obviamente tem os seus prós e os seus contras. A constante sede de conquista leva ao inevitável choque entre dois grupos. É claro que esse choque, esse conflito, poderia sempre ser resolvido através do diálogo, mas para o Homem, corrijo, para a ganância do Homem, é bem mais simples enveredar pela violência. A guerra é mais fácil de fazer do que a paz. Isto sem falar que a guerra dá dinheiro (lá está a ganância outra vez). E chegámos ao tal “querer mais do que precisa”.
Dinheiro. A razão pela qual se faz a guerra. E também pela qual se procura a paz. E provavelmente também será a razão pela qual nunca haverá a tal “paz quase absoluta”.
A guerra só é necessária à paz porque o Homem é racional e quer sempre mais, mais e mais. Quando existe paz, procuramos a guerra e quando estamos em guerra procuramos a paz. Só os mortos conhecem o fim da guerra. Acho que seja em que situação fôr, numa sociedade ideal, a guerra nunca seria necessária à paz. Mas como também acho que não é possível criar uma sociedade perfeita, para resolver conflitos onde haja atentados à liberdade dos indivíduos, prefiro dizer que a guerra é conveniente à paz. Mas só se não houver dinheiro à mistura. Bolas, isso é impossível…
Se fôssemos como o resto das espécies que co-habitam connosco teríamos aquilo a que se chama paz, ainda que não fosse absoluta. Porque também os animais entram em disputa para assegurar a sobrevivência dos seus.
Desde o princípio que o homem sentiu necessidade de obter mais do que aquilo que precisa para sobreviver. O que obviamente tem os seus prós e os seus contras. A constante sede de conquista leva ao inevitável choque entre dois grupos. É claro que esse choque, esse conflito, poderia sempre ser resolvido através do diálogo, mas para o Homem, corrijo, para a ganância do Homem, é bem mais simples enveredar pela violência. A guerra é mais fácil de fazer do que a paz. Isto sem falar que a guerra dá dinheiro (lá está a ganância outra vez). E chegámos ao tal “querer mais do que precisa”.
Dinheiro. A razão pela qual se faz a guerra. E também pela qual se procura a paz. E provavelmente também será a razão pela qual nunca haverá a tal “paz quase absoluta”.
A guerra só é necessária à paz porque o Homem é racional e quer sempre mais, mais e mais. Quando existe paz, procuramos a guerra e quando estamos em guerra procuramos a paz. Só os mortos conhecem o fim da guerra. Acho que seja em que situação fôr, numa sociedade ideal, a guerra nunca seria necessária à paz. Mas como também acho que não é possível criar uma sociedade perfeita, para resolver conflitos onde haja atentados à liberdade dos indivíduos, prefiro dizer que a guerra é conveniente à paz. Mas só se não houver dinheiro à mistura. Bolas, isso é impossível…
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Isto não é fácil...
já lá vão uns dias desde que escrevi o último post. provavelmente o suficiente para que algumas centenas de pessoas tenham desistido de aqui entrar. manter um blog não é nada fácil. torna-se como uma relação de marido e mulher. no principio é tudo muito bonito, estamos sempre cá. a debitar posts com todo o amor e carinho. depois, depois vem a traição. www.leolisboa.blogspot.com. mas acho que é possível manter uma relação a três. só é preciso um bocadinho de tempo. tempo e assunto. que no meu caso, confesso que não tenho muito jeito para puxar conversa. nada que duas ou três imperiais não resolvam.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
trashin
no outro dia revi um filme daqueles que quando éramos mais novos víamos todas as semanas se fosse preciso. quem gosta de skate provavelmete viu este filme. a fórmula é fácil, romeu e julieta misturado com o dia a dia de jovens rebeldes que se dividiam em duas partes. os betinhos e os bad boys. junta-se várias cenas de skate decentes e lá pelo meio está uma história manhosa recheada de clichés e representações duvidosas. o que é facto é que vibrei, mais uma vez. se puderem revejam ou vejam. é um mix de revival para uns e uma comédia para outros. o próximo a rever poderá ser o ruptura explosiva. keanu reeves no seu melhor!
sábado, 3 de maio de 2008
queres ser meu amigo?
os sites de "amigos" estão na moda. hi5, facebook, orkut, pornomates (não... este não existe. apaga lá isso do google). todos temos uma página num desses sites. eu tenho. eu pessoalmente acho graça à forma como as pessoas se revelam ao mundo. existem os mentirosos, os que que dizem tudo mas não dizem nada, os do batimento, os tristes, as supresas. do nada descobrimos que aquela amiga de infância que não abria a boca tem fotos de tigreza a fazer a dança do varão e a dizer que está à procura de tudo o que lhe aparecer à frente. ou não. nesses sites é tudo amigo. o ze do talho quer ser teu amigo, aceitas? aceito porque não?! digamos que o conceito de amizade ficou um bocadinho muito grande diminuido. a maior parte das pessoas, se calhar estou errado, se encontrar um amigo que não vê há anos nesses sites limita-se a adicioná-lo e pronto. é como se o víssemos na rua, do outro lado da estrada e gritássemos um para o outro:
- ohhh, ainda és meu amigo?
- sou!
- tá-se bem!
bem mas é verdade é que o pessoal gosta e é uma maneira de manter contacto. ou não.
- ohhh, ainda és meu amigo?
- sou!
- tá-se bem!
bem mas é verdade é que o pessoal gosta e é uma maneira de manter contacto. ou não.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
obrigado represas!
assim como a maioria dos leitores deste blog, costumo ir sempre que posso para Sagres. não sou um pioneiro mas já vou há uns aninhos. ainda cheguei a ver a _____ sem ninguém. até conheço o carlos miguel. se não conhecem é porque não são assiduos de sagres. a verdade é que de há uns anos a esta parte sagres ficou ligeiramente mais conhecida. toda a gente quer ir a sagres. não sou contra isso, mas gosto de sagres quando não tem ninguém. a semana passada chegou a salvação. chegou a forma perfeita de fazer com que sagres volte a ser o que era. e sem o uso da violência. tudo graças a um verso do último heat de Luis Represas. passo a citar: "Sagres, tu sabes." espectacular. que brilhante escolha de palavras. com três palavrinhas apenas se arruina uma carreira que já não andava propriamente a contribuir para o bom nome da música nacional. eu acho que vi o momento em que ele escreveu isto. foi no topas. lá estava ele com o seu copo na mão. a abanar-se ao som de "over the rainbow"...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
há barril?
sábado tenho uma festa. uma festa daquelas boas! para as pessoas que fazem parte do meu grupo de amigos nada do que eu vou dizer é estranho. ou seja isto não vai parecer estranho a ninguém...
sem querer diminuir a suposta principal razão porque todos vamos, a verdade é que vamos todos ao mesmo. A MÁQUINA DE IMPERIAL! uma festa com máquina de imperial. um suposto elemento secundário chega na verdade a ser o assunto antes, durante e depois da festa. tudo vai girar à volta da máquina. não interessa quem vai à festa, se vai haver música, croquetes ou até mesmo o próprio aniversariante, o importante é ela estar lá. pronta. cheia. a máquina de imperial.
"lembras-te da festa do vasco? até tinha máquina de imperial!"
"foi como na do nuno. também tinha máquina de imperial!"
e a verdade é que das outras festas não me lembro. não tinham máquina de imperial.
sem querer diminuir a suposta principal razão porque todos vamos, a verdade é que vamos todos ao mesmo. A MÁQUINA DE IMPERIAL! uma festa com máquina de imperial. um suposto elemento secundário chega na verdade a ser o assunto antes, durante e depois da festa. tudo vai girar à volta da máquina. não interessa quem vai à festa, se vai haver música, croquetes ou até mesmo o próprio aniversariante, o importante é ela estar lá. pronta. cheia. a máquina de imperial.
"lembras-te da festa do vasco? até tinha máquina de imperial!"
"foi como na do nuno. também tinha máquina de imperial!"
e a verdade é que das outras festas não me lembro. não tinham máquina de imperial.
quinta-feira, 27 de março de 2008
casa de ferreiro...
estou a pensar fazer uma operação aojolhos. ao olho esquerdo mais precisamente. não vá a coisa correr mal, sempre fico com o direito. com os olhos não se brinca e faz-me uma certa confusão pensar que me vão tirar o olho cá para fora e brincar aos lasers na minha retina. e se o olho não volta para dentro? ficava tipo bambi para o resto da vida. e se o gajo espirra enquanto está a operar? não só fico cego como ainda me fazem um buraco na testa. bem, na verdade é que dizem que a percentagem de operações que correm mal é mínima, quase nenhuma. mas por outro lado, quando fui fazer os exames, todos os oftalmologistas que lá trabalhavam... usavam óculos!
terça-feira, 25 de março de 2008
do not disturb
mais uma vez a holanda na vanguarda do liberalismo. depois de se poder fumar charutos como quem bebe um cafezinho (trocadilho fraquinho com coffeeshop) parece que agora estão a pensar deixar o pessoal ter relações sexuais em parques públicos. mas é de referir que só se não perturbar as outras pessoas... é só levar uma mantinha e prontos! ahahahahah já estou a ver os putos de treze anos a fazerem fila. o tráfego no youtube a dar o berro ou os sinais à entrada dos parques a dizer: "be carefull. ejaculations on site!".
um casal vai muito bem pelo parque e de repente: "amor queres?... quero! trouxeste a manta?"
um casal vai muito bem pelo parque e de repente: "amor queres?... quero! trouxeste a manta?"
quarta-feira, 19 de março de 2008
a biopsia
é provavelmente a palavra mais ouvida da televisão. em todas as mil séries que existem com o tema medicina esta palavra é repetida vezes sem conta. tá com um pingo no nariz? é melhor fazer uma biopsia. tem uma nódoa negra na testa? pelo sim pelo não é melhor fazer uma biposia. é uma palavra fácil de dizer e que não sei porquê é como se fosse um néon gigante que dá imediatamente uma conotação de perigo de morte. outra coisa curiosidade, não sei se já repararam, é que existe sempre a possibilidade de ser uma doença auto-imune( que deve ser grave não sei...). mas nunca é. pelo menos é o que diz o resultado da biopsia.
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